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Cerimônia relembra devoção de Pracinhas da FEB em capela construída na Itália durante a II Guerra Mundial

 

  Staffoli (Itália) – Um dos versos escritos Guilherme de Almeida e musicados por Spartaco Rossi para a Canção do Expedicionário, espécie de “Hino” dos Pracinhas durante a Segunda Guerra Mundial, demonstra a forte religiosidade dos nossos combatentes: “...oh, minha terra querida, da Senhora Aparecida e do Senhor do Bonfim”. De fato, a fé ajudou a impulsionar a coragem de nossos militares na campanha em terras italianas no biênio 1944-1945. Tamanha devoção é explícita até hoje em Staffoli, onde nossos heróis construíram uma capela em pedra para louvar Nossa Senhora de Lourdes, nos meses de janeiro e fevereiro de 1945. Foi lá que, no último dia 21 de abril, autoridades italianas e brasileiras prestaram um preito de gratidão.

 

Uma cerimônia cívico-religiosa foi realizada no mesmo local em que os Pracinhas erigiram o monumento, singelo e simples, porém pleno de sentimento. Trata-se da única edificação com fins religiosos levantada por integrantes da FEB durante o conflito. Foram oito os responsáveis por construir a chamada Gruta de Lurdes: um major, um tenente, um sargento, três cabos e dois soldados. Em Staffoli, funcionava o Depósito de Pessoal da FEB, também conhecido como Centro de Recompletamento de Pessoal, órgão logístico responsável pela preparação técnica e tática de militares, bem como o preenchimento de baixas nas linhas combatentes.

 

A solenidade, marcada pela emoção e presidida pelo Administrador da Capela, Cappelli Giuliano, contou com as presenças de autoridades brasileira, como o Comandante Militar do Sudeste, General de Exército JoãoCamilo Pires de Campos, que representou o Comandante do Exército Brasileiro; além de personalidades italianas, como prefeitos e representantes de Castelfranco di Sotto, Fucecchio  e Santa Croce Sull Arno, cidades que circundam Reserva Natural Montefalcone, local da gruta. A prefeita desse último município, Giulia Deidda, destacou a presença no evento de crianças italianas, “garantindo a preservação da memória daqueles que lutaram pela liberdade, com o sacrifício das próprias vidas”. 

Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras e alunos da Escola de Sargentos das Armas, da Escola de Sargentos de Logística e do Centro de Instrução de Aviação do Exército, todos usando réplicas de uniformes da FEB, depositaram coroas de flores no local. Dom Rafael, Padre da Paróquia de Staffoli, realizou uma bênção, enfatizando que “todos celebram os valores da República e democracia italianas, defendidos pelos jovens soldados brasileiros que vieram de muito longe em nome de uma causa de toda a humanidade”.

 

 

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